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A propósito de Dióspiros!

30 de Outubro de 2014

Diospiro 1

Diospiro 2

“-Leonor devias provar Dióspiro! pelo menos provar… tu nunca provas nada, perdes imensas coisas boas!

-Oh Kiko mas eu não quero… eu sei do que não gosto. (ninguém duvida)

-Mas Leonor, é impossível não gostar é belicioso!! … pois mas eu até percebo, porque na realidade os Dióspiros são como os textos!”

Ao que ela consentiu, satisfeita, como se tivesse percebido.

Conversa entre os dois, onde não me meti até ouvir esta ultima afirmação. Sabia que existiria naquela cabeça viajante, uma fantástica explicação para esta afirmação…

-O quê Francisco? são como os textos? então? explique lá…

– Então Mãe, como os textos que fazemos sobre coisas… temos que explicar como é, que cores tem e o que nos faz lembrar… e o Dióspiro faz lembrar um Tomate! pessoas como a Leonor imaginam o Tomate e não provam… e assim ficam sem saber que as coisas que parecem uma coisa, podem saber a outra beliciosa :)

“Mãos à Obra!” … from NZ with love!

28 de Outubro de 2014

MAOS A OBRAÉ dos livros mais criativos, mais leves e cheio de boa onda que tenho visto. Escrito pela Constança Cabral autora do blogue Saídos da Concha.

Que ela é criativa já nós sabíamos, agora este livro supera as minhas expectativas em muito… confesso que achei gira a ideia do livro, tinha alguma curiosidade, mas achei que não seria mais que o blogue em papel…

Mas é! é muito mais que isso… um livro cheio de sentimento, de ideias criativas, de vida… cheio de coisas boas!

Projectos criativos organizados pelas estações do ano, bem explicados, com fotografias muito giras e com o objectivo de tornar a criatividade e a concretização acessível a todos. Acho que fiquei com tanta vontade de pôr em prática tantos daqueles projectos, que até me convenci de que seria capaz de o fazer em tempo real…

MO 1

MO 2

Este livro fez-me ter saudades da vida que tinha aqui e aqui, dos tempos em que tempo, não me faltava e em que até daria um bocadinho do dedo pequenino para pôr em prática um bom projecto…

MO 6

MO 3

Lembrei-me dos livros de receitas antigos de casa da minha avó, do cheiro do papel e da textura da tinta-da-china naquelas letras desenhadas e encaracoladas… do chá nos lanches de inverno, acompanhado por um bolo acabado de fazer, que antes de estar pronto já me desafiava, com o cheiro que devagarinho passava por baixo da porta de vidrinhos da cozinha e se espalhava por toda a casa e que me fazia marcar lugar na primeira fila da casa de jantar…MO 4 de aprender a coser botões e a bordar… de aprender os nomes das flores… das saudades do cheiro da geleia de ginja, ainda quente… de ensinar os meus filhos a fazer biscoitos… lembrei-me de tantos momentos passados com a minha Mãe… de aprender a diferença entre o linho, o meio-linho e o algodão, entre uma renda e um bordado feito à mão… como se revivesse os cheiros, os sentimentos, os sons e a felicidade com que vivi cada um desses momentos, que ao folhear este livro recordei. Tenho tanta pena de coisas que não liguei, coisas que achei que teria tempo depois… que ficaram por aprender e que hoje sei que vão ficar por ensinar para sempre…

É um livro que nos fala do encanto dos lavores, na sua maior liberdade e disponibilidade, pelos olhos e mãos de quem os escolheu por opção.

Se o quiserem comprar online podem fazê-lo aqui com 10% de desconto e portes grátis…

Espero que gostem! 

Sofá cheio!

22 de Outubro de 2014

Sofá cheio!Quando casa cheia significa brincadeira de primos, temos um dos programas preferidos deste dois terríveis!

Este fim‑de‑semana tudo isso aconteceu, 5 primos brincaram até não poderem mais, era bom que tivesse sido até caírem para o lado, mas com estes 5 não há sequer hipótese de “a desistência por cansaço” ser uma opção.

Houve teatros, máscaras, jogos, pinturas, guerras, pazes, cantigas e danças e muito mais… muito mais até do que pensei ser possível, mas para estas crianças felizes não há limite para a criatividade.

Eu adoro! Adoro a casa cheia, adoro a cumplicidade deles, a relação que vão construindo ao longo dos anos e que vai perdurar e fortalecer ao longo da vida! Adoro improvisar a multiplicação do jantar, adoro inventar e reinventar a mega camarata, adoro a distribuição de beijinhos de boa noite… adoro vê-los felizes, com tanto e com tão pouco!

Enche o coração, vê-los brincar, vê-los aprender e crescer uns com os outros, vê-los negociar, proteger, cuidar, ceder, ganhar ou perder… vê-los organizar, discutir e concluir… numa conversa, num teatro, na vida deles, na coisa mais importante e na mais insignificante…

E o melhor de tudo é no outro dia de manhã começar a vê-los chegar … despenteados, desajeitados, ainda a tropeçar mas cheios de alegria e energia renovada … começam, um a um, a ocupar ordenada e silenciosamente o seu lugar e a preencher este sofá, onde neste momento gozo o silêncio de mais um dia cheio!

Dia de Ditado!

15 de Outubro de 2014

Dia de DitadoCada ano que começa trás novidades, abre mais uma porta para o mundo, exige mais um bocadinho…
E eu deixei-me levar pela rigidez da obrigação, pela importância da regra, pelo cumprimento integral e objectivo da disciplina… Meu Deus onde é que eu achei que ia com tanta disciplina?
Na realidade tudo isto é novidade também para mim e eu adoro pertencer aquele grupo de mães que erra, que pede desculpa e que volta a trás!
Devo ter exagerado na exigência, sem perceber e acabei por levar o meu doce e “fresco” filho a conhecer, inocentemente, o criativo mundo da cábula…
Isso mesmo, devo ter esticado a corda de tal maneira com os trabalhos de casa que ontem, no meio da confusão matinal, rotineira, imprescindível e irritante, que ocorre diariamente à porta de casa desta família de 4, que mais parecem 20 quando o objectivo é SAIR DE CASA, os meus olhos fixaram um mini papelinho retangular, meticulosamente cortado e cuidadosamente dobrado e guardado no bolso dos calções do Francisco… e que, como gato escondido com o rabo de fora, me acenava desafiante e me remetia para DIA DE DITADO!
Rapidamente e como se tudo estivesse em pause pensei, “E o que será suposto eu fazer agora? Terei que me zangar? Meu Deus! raio do miúdo, está demais! Vai ficar de castigo…”
Senti calor na cara e uma enorme irritação fez-me largar as coisas que tinha nas mãos: “Francisco o que é isso que tens no bolso? Isso não se faz! Que vergonha”. E enquanto eu me preparava para imaginar um bom castigo, para exterminar possíveis réplicas… os olhos doces e pretos como azeitonas, do meu pequeno estudante encheram-se de lágrimas, lágrimas de vergonha e com uma expressão interminavelmente triste olhou para mim e disse “oh mãe… Eu nunca vou conseguir ser tão bom como a mãe gostaria…”
Fiquei sem ar, abracei-o e pedi-lhe desculpa! O meu coração ficou apertado e revi lentamente os momentos em que sem pensar exigi do meu filho mais do que deveria…

Onde quer que estejas …

7 de Outubro de 2014

Home is Wherever Mom is

Que angústia , que sensação estranha, que medo… que saudades!

Há muito tempo que não volto aqui e se ao princípio não tinha vontade de cá vir, agora estava mesmo era sem coragem… sem coragem de voltar, de abrir a porta e entrar! Mas como? se este espaço era a minha casa? Se este espaço era só meu? Medo? Medo de quê? De entrar e não encontrar o que aqui deixei? De entrar e não me encontrar ou não me reconhecer? Talvez!

Aos poucos comecei a vir espreitar, incógnita… cheia de vontade de entrar, mas com medo de voltar…

Passou tanto tempo, mudou tudo e tanto, eu, a vida… Perdi tanto desde que abandonei este lugar, ou melhor, fi-lo por ter perdido tanto …

Achei que tinha perdido tudo, a vida levou uma parte importante de mim, acho que posso dizer que quando a vida leva a Mãe a uma criança, lhe leva quase tudo e todo o adulto quando perde a Mãe se transforma em criança. Arrisco dizer que naquele momento lhe leva tudo, inclusivamente a maior parte de si… deixa muito pouco, deixa só a parte capaz de sofrer, sofrer com toda a força e violência do mundo, um sofrimento que não acaba, que nunca terá fim, mas um sofrimento que se transforma com o tempo, que nos faz crescer e que nos faz olhar para a vida com a alma e para os nossos filhos apenas, só e para sempre… com o coração.

Mas aqui estou eu, hoje posso dizer que sobrevivi, que não sou a mesma, que nunca mais serei, que sofri muito… muito mais do que achei ser capaz, muito mais do que alguma criança, mesmo adulta, merece sofrer, muito mais do que deveria ser permitido… hoje vivo com um vazio enorme no coração, um vazio que não pode ser preenchido por ninguém, por nada, nunca mais… um vazio que preenchi com recordações, com memórias, com agradecimento e reconhecimento, um vazio que visito cada vez que as saudades apertam, onde choro, onde me rio e onde aprendo.

Onde quer que estejas… eu sei que será sempre como se estivesses aqui!

Onde quer que estejas… hoje e sempre, escrevo para ti! *

Férias da Páscoa!?

2 de Abril de 2013

Pascoa

Páscoa foi, agora a parte das férias… é que acho que não é bem esse o termo a utilizar para identificar a “sova” que levei nesta ultima semana, em que não trabalhei de facto, mas em que a minha resistência de Mãe paciente e disponível foi posta à prova ao mais alto nível, de manhã, à tarde e à noite e assim que me viam ceder, mais afincadamente!

Eles estavam mesmo inspirados, com a corda toda e penso que descobriram a maneira de carregar baterias na prática da asneira! nem durante a noite esta Mãe teve a oportunidade de se recompor, enfim esmeraram-se…

Entre muitas asneiradas, risos e gargalhadas, nestas férias houve direito a gastroenterite, apenas nocturna (nunca antes visto) para o F*, que durante o dia estava impecável, bem disposto e provocador … e para a L* uma “virose” de apuramento e fluência verbal… um tomou conta de mim durante a noite e o outro durante o dia, enfim sou Mãe!

Páscoa 1

Mas mesmo com estes pequenos pormenores, que me deixaram à beira de um ataque de nervos e que me proporcionaram as noites mais mal dormidas dos últimos anos, estes dias em família sabem sempre muito bem.

Páscoa 2

O tempo não ajudou nos programas outdoor, mas assim que o sol espreitava lá íamos todos a correr para a rua, usufruir dos 5 minutos de “Primavera” a que tivemos direito.

Páscoa 3

Tanto que eu desejei “silêncio” e já não o aguento…

25 de Março de 2013

all we need is usHá uma semana atrás preparava-me para gozar uma semana de férias de Mãe, estando a trabalhar… tenho que confessar, ansiei o dia em que os deixei com os avós, por mim e por nós. Estava cansada a precisar de uma trégua das rotinas, dos horários e de muitas coisas de Mãe!

Durante o ultimo mês fiz planos para esta semana… muitos planos de programas só meus, alguns programas a dois e confesso que o único que consegui concretizar foi mesmo o programa de não fazer jantar! o que já não é nada mau… porque de resto foi para esquecer, sem crianças a hora de sair do escritório foi passando e claro que com ela também foi a vontade de concretizar qualquer que fosse a actividade programada…

Claro que passados 2 dias de os deixar, as saudades começaram a apertar… hoje, os tais programas não passaram da intenção… os dias a dois que fazem tanta falta e que souberam tão bem, começam a desejar o dia de amanhã… em que voltamos a ser quatro!

E amanhã começam as minhas férias, as nossas férias, as verdadeiras férias de Mãe… uma semana inteira dedicada exclusivamente à profissão de Mãe!

Tanto que eu desejei “silêncio” e já não o aguento…